EM PORTO SEGURO
" Depois de muitos anos, eu voltava a Porto Seguro. Aconteceu em abril, fora da temporada de férias, mas, mesmo assim, ou por isso mesmo, a velha capitania tinha muita coisa para oferecer. Eu tinha convocado uma antiga namorada para companheira de viagem, de modo que assim me via acompanhado e livre. Hospedados na cidade, todos os dias nos mandávamos para Arraial d'Ajuda, onde ficam as melhores praias da região. Pois foi numa dessas travessias de balsa que eu e Nair (vou chamar assim a minha amiga) tivemos a primeira visão daquela loura, de lindos e compridos cabelos, um corpo perfeito mal oculto no biquini mínimo, debaixo do camisolao transparente. Chamava-se Sussuca. Nesse dia foi assim: a nossa frente, a grande faixa de areia onde se agrupavam os freqüentadores habituais, expostos na plenitude de sua nudez. Escolhemos nosso lugar ao sol e começamos a curtir a sensualidade dele na nossa pele. Sussuca se acomodara a uns dez metros de distancia. Eu estava no paraíso. Para onde me voltasse tinha, para meu prazer, a visão de coxas maravilhosas e de seios que apontavam para o céu, além das retaguardas mais apetitosas que eu já vira. E ao meu lado tinha a Nair, que também é uma parada. Uma perfeição que funciona com a precisão de um relógio. O contato do seu corpo aquecido não demorou a colocar meu pênis em posição de sentido. Na periferia, um casal de argentinos se entregava aos jogos preliminares da maneira mais entusiástica. Era excitante poder assistir ao vivo aquela muchacha elétrica, indiferente ao resto do mundo, abocanhar o seu parceiro. Logo senti no meu ferro já em brasa a boca macia de Nair. Era demais. Nair simplesmente esbofeteava o meu pênis com a língua enquanto se acomodava para colocar a minha disposição a sua tesuda grutinha. Penetrei com minha língua aqueles recantos e reentrâncias, que ali, naquela paisagem de sol e mar, naquele clima paradisíaco, com outros casais se amando, tinham um gosto de ambrosia - o manjar dos deuses do Olimpo. Depois, na posição em que estávamos - deitados de lado -, e tendo a minha parceira entreaberto as pernas para sentir melhor a minha língua, vislumbrei, pelo vão entre elas, a figura de Sussuca, que, de dentes trincados, começou a acariciar a sua loira flor arrebitada. Sugar o sexo de Nair, no doce vaivém que fazia, sentir sua incansável língua no meu pênis e olhar para a loira Sussuca, que nestas alturas se masturbava ardentemente, tudo ao mesmo tempo, dava uma sensação indescritível: era como se eu estivesse la, a dez metros, com a Sussuca e ao mesmo tempo aqui com a Nair, que quanto mais eu chupava, mais eu queria chupar. Mas o barato foi interrompido, pois de repente surgiram los hermanos para nos fazer uma proposta: uma troca, prontamente aprovada e efetivada. Elba - assim se chamava a portenha - assumiu o meu pênis, antes de qualquer apresentação, enquanto que Nair era toda de Bernardo. Mas eis que, quando as duas partidas de simples entre Brasil e Argentina chegavam aos seus lances decisivos, começamos a ouvir a torcida inflamada de Sussuca se manifestar. Ela tinha chegado mais e, entre gemidos e palavras indecentes, exigia a sua escalação. Começou pela minha nuca e foi descendo entre lambidas e mordidelas. Enquanto isto, a argentina não parava de me sugar, e eu já estava quase gozando, quando senti a língua de Sussuca querendo penetrar o meu anus. Quase dei um salto. Mas a argentina não estava a fim de me perder para a reserva e logo deu um jeito de encaixar a sua gruta no meu sexo. Assim, a pobre da Sussuca ficou chupando dedo. Porém, não desistiu; fazia caricias, beijava e lambia sem preconceito, tanto a mim quanto a portenha. Ela não perderia por esperar, porque logo seria compensada com duas grandes trepadas, a que soube honrar com o magnifico desempenho de uma carioca que optou pela Bahia. Na viagem de volta, na balsa, Sussuca satisfazia a curiosidade de Nair, creditando a seiva masculina a beleza de sua pele. A noite, na gostosura da Boate Casablanca, em seu mezanino, Nair e Sussuca brindaram o pênis deste escriba com a apoteose de um duelo de línguas, irmamente dividindo as gotas de esperma."